Uma reflexão sobre maternidade

“Ser mãe é desdobrar fibra por fibra o coração dos filhos. Seja feliz, seja feliz.” Caetano e Torquato

A raiz a latina da palavra mãe é o termo mater que nada mais é que a fonte, causa ou origem de todas as coisas, conectado também com o termo matéria.

A conexão mãe/filho, começa fisicamente na gestação, quando a mãe abriga o filho em seu ventre, o nutre e o gera, normalmente por 9 meses, mas não, não é e nunca será apenas isso, a experiência gestacional acompanha numa dimensão inexplicável, muito além do que pode ser passível de análise esse vínculo de amorosidade.

É um vínculo quase sagrado e impossível de ser rompido. Amando-a ou deixando-a a mãe estará sempre lá, insone, orando, perdoando, passando a mão na cabeça porque só a mãe tem a licença poética para fazer isso.

Aquele tal estado de poesia, ninguém sabe viver como as mães, lambendo suas crias, pregando um botão, arrumando uma grana e por isso Drummond sabiamente decretou que mãe não devia morrer nunca.

Mas morrem, vão pro céu, encantadas... Porque não há mais nada encantado nesse mundo de meu Deus que as mães.

Talvez a vingança pelo fato dos filhos crescerem e partirem porque a vida, a vida é assim mesmo.

Mas mãe é tão encantada que como quando Maria vai visitar Isabel, sua prima, as grávidas são cercadas de uma conexão com outras mulheres fabulosas, desde os panos fervendo das parteiras até o atual “chá de revelação” e todo um ritual de cuidados são transmitidos de geração a geração, qual mãe não bebeu na fonte da ancestralidade, ser mãe é ser ancestral por excelência.

Mãe, tia, madrinha, avó, quanta vida num mundo só!

Alyne Costa, 10/05/2026

 


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