Vôo

Moringas, by Alyne Costa, 2003, Acrílica sobre tela



O meu lema não busca uma frase única,

minha busca não procura verdades perfeitas,

olho o olho do meu irmão na rua,

será sua dor amiga da minha?

Os meus versos não procuram acalantos.

Minha sina é minha senda, minha paisagem.

Olho a luz acesa na casa de um igual, será sua luz chama da minha?

O meu passo não tem ritmo sozinho...

Meu passarinho voa livre no azul do céu.

Olho a boca do sorriso alheio, será sua alegria hemorragia da minha?

Os meus dias são regrados em intervalos.

Minha disciplina se edifica aos poucos.

Olho o gesto do irmão ao meu lado serão nossos guias cavalos alados?

As minhas dúvidas são frescas e serenas,

minha fé uma fonte e um quintal.

Olho a incerteza na fronte do vizinho, voamos juntos para dar as mãos e abraçar o mundo!


Alyne Costa

SSa, 1 de dezembro de 2002

Comments

Padre Alfredo said…
nascemos para voar
MM said…
adorei
Leila Andrade said…
um caminho atento às emoções e sutilezas sempre.
beijos, querida.
Braga e Poesia said…
O RITMO DE SUA POESIA É UMA OUTRA POESIA, é uma forma inebriante de nos conduzir ao infinito a um mundo unicamente da poesia. já publiquei em meu blog e agora peço a permissão.

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