Noite

O Quarto, Van Gogh



Corpo suado, mal-passado
O sal do seu suor escorrendo em minha boca
Louca, insana, irresignada
Um flerte entre as duas etapas
Mais suor, mais lágrima, mais grito
Corpo queima, arde, dói
E um êxtase faz querer mais
Teu ombro como que abrigo
Mais gritos, mais dor, gemido
Chuva, chuveiro, cheiro de sabonete
E te digo as minhas loucuras
Taras, fantasias nuas
Línguas, sabores, beijos
Sôfrega, desmaio em teu abraço
Sonâmbula, balbucio frases de amor
E nesse amor menino, estamos em nó
Feito fibra que alimenta
E não arriscamos nenhum porquê.



Alyne Costa


Salvador, janeiro de 2008

Comments

Luciano Fraga said…
São os nós noturnos díficeis de desatar, ou somos nós que não soltamos os laços?Grande poema, abraço.

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