Sunday, November 08, 2009

Mãos


Mora em ti um sentido:
Tato.
Cai-lhe bem o afago.
O cabo de enxada.
O aceno.
Traças arquiteturas do infinito.
Pontes e construção.
Rabiscas atas, assinas duplicatas.
Cai-lhe bem a caneta e o pincel.
Discorres notícias e poemas.
Cava a areia.
Acaricia peles, dúvidas e almas.
Borda um sonho.
Firme, encaixa o prazer.
Trêmula, guia e oscila.
E na ânsia do desconhecido, ergue-se ao céu.
Segura a do irmão e ganha força.
Ergue torres.
Membro,
Segura o planeta!


Alyne Costa
8/11/09

2 comments:

Fred Matos said...

Ótimo poema, Alyne.
Beijos

.Leonardo B. said...

[bendigo as mãos que me trazem aqui, não por serem minhas, mas por me orientarem os olhos nesta esplanada de letras; há caminhos assim, onde as mãos são rios sem fim]

um imenso abraço

Leonardo B.