Sunday, March 14, 2010

Aflição


Rio de Contas - Ba


As questões que me trazem não me remetem a nenhum absurdo.
São questões apenas para os gênios que desistiram de amar...
Mas aprendo a conviver com elas e me permito a redemoinhos d’alma.
Sumo...
Fico distante.
Dispersa, para ver melhor.
Apreendo os segredos de tuas rugas.
E, na saudade, cheiro a essência em tuas vestes.
É que isso que chamam de Amor não é lá coisa de ciência.
É coisa simples de se viver com consciência.
E entre o Amor e as questões que me trazem.
Prefiro apenas muda o Sentir.
Porque tuas questões pertencem a ti.
A mim, pertencem as dúvidas que sequer nasceram,
Ou ainda verdes, pedem...
Aguardam o estio ou a tempestade para desabarem todas.
São como frutos de tudo que não respondi.
Das vezes que me calei e de outras que gritei ao infinito.
Essa coisa de quaresma me deixa mesmo em pleno estado de aflição.
E, aflita, viajo a templos que não te são permitidos.
É que essa coisa de Amor não precisa de definição.

Alyne Costa
14/03/09

2 comments:

Leonardo B. said...

[só a mão humana insiste que o mundo necessita de definição... então Deus inventou o poeta!]

um imenso abraço, Alyne

Leonardo B.

reltih said...

un escrito muy desolador. me arrastraste.
besos