Caderno de Confidências
Andando pela avenida, vejo vitrines...
Anúncios de espionagem na banca de jornal.
Cadelinhas passeando com lacinhos...
Acompanhadas de madames.
Eu sai sem batom e nem olhei pro espelho.
Devo estar medonha, uma bruxa.
Olho pros lados e avisto velhinhos sentados num banco de
praça.
O que povoa suas mentes?
Vagas recordações, saudades mornas.
O mundo moderno é uma aspirina.
Sinto saudades dos antigos cadernos de confidências.
Lá deixava meus gostos e segredos adolescentes.
A infância passou...
A adolescência passou...
A juventude está deitada numa cama de hospital.
E eu apenas perdi o medo.
E me sinto viva.
Com o amor que ele me deu no café da amanhã.
Alyne Costa
2/11/13
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