Ponto de Partida
Era uma vez dois menininhos iguaizinhos, Pedrinho e Luquinhas.
A única diferença estava no coraçãozinho: o de um mais molinho, o de outro mais
durinho, um brincava de índio e o outro, de soldadinho.
Estudavam brincando, cantando, dançando e o pião rodando.
Adulto não é capaz de botar o pião no chão, oi lá vai, lá vai, lá vai, lá vai o
botijão no chão.
Acontece que na escola desses menininhos havia vários
brinquedinhos: totó, dominó, peteca e boneca.
Tanta boneca: Gigi, Gege, Jojo e Juju, Sissi, Suzy, Barbie e
ela que morava numa ilha: Emília, Emília, Emília!
Mas Emília, era outra estrutura: Nasceu de uma caixa de costura:
Oh, como no ponto de partida a vida do adulto é dura!
Acontece que na escolinha de Pedrinho e Luquinhas havia algo
de cortar o coração, dois meninos legais que eram chamados de “Lerdão” e “Patetão”.
Eles só tinham como amiga uma menininha fofinha e um menino
menor e “Lerdão” namorava uma batatinha de cabelo igual cenourinha e muito
comilona e PLOFT: Peidona.
Pedrinho chamou Luquinhas e falou: Isso não pode acontecer
vamos pedir aos Súper Iguais para coisas assim não acontecerem nunca mais.
Entrou no bico do gavião saiu no bico faisão: Toda criança
merece ser tratada com o coração.
Alyne Costa, 05/05/2022
Comments