O Daniel Lisboa, Véi.
Recapitalando as histórias de buzú, tem um que merece um capítulo a parte, antes de entrar nos intermunicipais... O lendário Daniel Lisboa que conduzia a galera de Brotas pra Barra e circunvizinhanças.
Quem estudava na UFBA no PAF ou Vale do Canela tinha que se valer do Daniel Lisboa que era um buzú vazio e seleto, só usado na falta de outra alternativa dada a demora e horário reduzido.
Só passava de hora em hora (quando não atrasava!) e eu pegava e saltava na Vitória para ir paletando até a FADUFBA, na volta era a mesmíssima coisa.
Felicidade era encontrar os colegas que estavam em outros cursos e que há tempos não via.
Também era o Daniel que nos levava pro Porto. Certa feita, eu, Daniela e Rachel Ornellas resolvermos ir de tarde pro Porto. Sol a pino, pouca grana e ficamos lá na água saboreando o que só o Porto da Barra tem. Branquelérrimas, tomamos de vez todo o sol do mundo e voltamos no mesmo buzú de saída e biiquini, sem nenhuma abordagem indesejada, mesmo porque naqueles verões de paixões mis a maioria das abordagens eram desejadas sim e éramos felizes e não sentíamos vergonha disso.
Foi neste ano mesmo que começamos a frequentar os ensaios da TIMBALADA, sábado na OAS e domingos no Candeal mesmo. Era uma farra, inesquecíveis de Popó, Everaldo e Alexandre Guedes na Bacurinha a Fia Luna no seu timbal gigante, Ô Xubaquere Mãe, Mamãe eu vou pra África.
Privilégios de Brotas.
Alyne Costa, 22/07/22
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