De como eu deixei de me preocupar com “o silêncio dos bons”
Sinal que não eram tão “bons”... Sem querer me aventurar
nesse domingo de quase agosto com a visão maniqueísta da vida, porque entre os
bons e os maus há um grande abismo e uma ponte que se há de atravessar.
Existe uma distância enorme entre ser bom ou mau. Se você
vestir todos os rótulos que lhe colocam, se acreditar em tudo que dizem a seu
respeito você está dando permissão para que oprimam e uma permissão enorme.
Eu levei quase meio século para compreender que o Direito
por mais necessário que seja não nos traz receitas de felicidades e que ser
feliz é uma decisão diária.
Escolher nunca foi tarefa fácil e eu busco saídas para ser
feliz e fazer feliz. Aprendi a me retirar serenamente, como se nada estivesse
acontecido, e, se minha presença não satisfaz, eu tenho encontros maravilhosos
comigo mesma e com o que me circunda.
Fazemos escolhas o tempo inteiro: o que comer, o que ler,
aonde ir e somos, irrefutavelmente somos, responsáveis por elas.
Não estranhe, os bons se calarão mil vezes porque ser bom
também é uma escolha e ser humano na luta diária é um processo de um longo
aprendizado que se chama Vida.
Também não acredite nessa coisa louca que o mundo está
perigoso, o mundo sempre o foi e no final das contas a gente sobrevive com
coragem, habilidade e um pouquinho de perspicácia.
Pé que não anda não leva topada e, como cantaram os meninos
lá de Minas, aqui também é bom lugar de se viver, mas caprichando nas
escolhas...
E “bom lugar será o que não sei, mas será”.
Capricha no domingo, no fundo no fundo, sempre foi entre
você e você mesmo.
Alyne Costa, 30/07/23
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