Há dias que nascemos floridos por dentro Plenos de esperanças frescas e saudades mornas Há dias que escolhemos para serem raros Somos cactos belos e com espinhos ou flor de maio apenas terna Há dias que somos coloridos por dentro e cinza por fora Camalões de estimação E esses dias raros em que a maturidade nos visita feito bruma da vida Começa já na infância quando o dia amanhece e um passarinho avisa E o café cheira forte e invade as narinas E a fragrância da vida nos convida a deixar pra trás o que doeu E receber, voluptuosamente, o prazer. O maravilhoso prazer de recomeçar. Alyne Costa, 7/07/2026
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