Apartada do Cálice

Quando não há mais cálice
Nem mais carne
Nem verbo que aparte a poesia que dobra a alma
Meus Deus, me abraça...
Me pega no colo.
Faz tua vontade.
Te acerca de mim e de meus devaneios.
Emudece meus delírios.
Amansa a ira.
Quando não há mais cálice.
O que apartarás de mim?
Bendigo esta paz que me deste neste fim de tarde.
Essa chuva que cai e que molha os meninos.
Que encharca a terra e traz esse cheiro que me lembra vida.
Bendigo esta chuva, este canto de pássaro, essa fé acesa aqui dentro.
Quando não há mais cálice, pai.
O que apartarás de mim?
Alyne Costa
Salvador, novembro de 2008
Comments
Bom ver seu trabalho Alyne.