Crepúsculo
A minha essência é latente.
Sou flor e sou raiz.
Bailarina e atriz.
Trago cicatrizes profundas na alma que ainda moça chora.
O meu sexo se arde em labaredas no crepúsculo das horas.
E na fogueira das minhas vaidades ainda guardo o lenço perfumado.
O lençol bordado.
Não tenho jeito para passar roupa.
Mas sou mulher que gosta de inventar temperos e bater panelas.
Assim oblitero meus desesperos...
Enquanto no velho rádio ainda toca aquela nossa canção de amor.
Para Tonga,
Alyne Costa, 18/10/13
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