Bacu Pari
O rio da minha infância virou esgoto
Morreu o Bacu Pari
Com suas lavadeeiras
Com seus meninos pescando piaba
O rio morreu como morrem as lembranças
Sinto frio e tenho medo
Queria ao menos lavar meu pé
E ouvir as cantorias das crianças
Morada da minha alegria
Ouvir a risaria das mulheres
Com suas trouxas de roupas
O Bacu Pari mora na minha memória
Virou encanto
Virou história
Alyne Costa
29/05/14
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