Porta Retrato
Estou no cais de madrugada
No latifúndio da solidão
Flor serena serenando
Minha comigo-ninguém-pode ressuscitou
Virei cigana envolta em cetim brocado amarelo
Sete vezes a espada do Arcanjo quebrou o feitiço
Agora, amo em paz, sem reboliço
As vezes durmo em seu colo moreno
Que, no frio, me acolhe e acode
E já não guardo segredo
No meu peito, cravados como punhais
Cochicham os girassóis de Van Gogh
Tristes e quase apagados, desgastados pelo poente
E em algum canto guardado
Está aquele poema do guardanapo
Sou barroca e minha sina é em rococó
Se ando descalça é porque quebrou meu salto
E humildemente rogo-te um trato:
Vela para que os dias sejam limpos como o sol
Que numa hora solta lhe envio por e-mail
Um alfazema, um verso, um retrato e um beijo de batom barato.
Alyne Costa, 26-03-17
No latifúndio da solidão
Flor serena serenando
Minha comigo-ninguém-pode ressuscitou
Virei cigana envolta em cetim brocado amarelo
Sete vezes a espada do Arcanjo quebrou o feitiço
Agora, amo em paz, sem reboliço
As vezes durmo em seu colo moreno
Que, no frio, me acolhe e acode
E já não guardo segredo
No meu peito, cravados como punhais
Cochicham os girassóis de Van Gogh
Tristes e quase apagados, desgastados pelo poente
E em algum canto guardado
Está aquele poema do guardanapo
Sou barroca e minha sina é em rococó
Se ando descalça é porque quebrou meu salto
E humildemente rogo-te um trato:
Vela para que os dias sejam limpos como o sol
Que numa hora solta lhe envio por e-mail
Um alfazema, um verso, um retrato e um beijo de batom barato.
Alyne Costa, 26-03-17
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