Indelicada, porém honesta.
Repararam bem que a vida moderna está repleta de
indelicadezas? Num pequeno delírio parece que a humanidade colocou um chip
depois dessa pandemia.
O egoísmo se tornou mais egoísta e a vida se gasta com
pequenas insinceridades cotidianas. A vida está difícil, sim, complicado lidar
com pessoas que fazem você acreditar nelas e só nelas porque o outro não tem
importância.
Não é caso a ser estudado, é a realidade, é fato. Há um
provérbio chinês que diz “não há que ser duro, há que ser flexível”.
Felizmente minha flexibilidade (até hoje) tem garantido a
minha sobrevivência. Ouço de Pitty a Odair José e juro que não estou esperando
alguém para ficar comigo, mas pra me tirar desse lugar!
Aprendi a não esperar mais nada. E minha paciência está no
limite. Salvador virou uma selva e o Porto da Barra não é nada seguro, mas
muito mais gostoso que as praias de Trancoso.
Tá é tempo novo, Lula voltou, mas como se curar quando o
país está adoecido? De cabo a rabo. Há salvação! Na tentativa de evitar que meu
cachorro atacasse uma vizinha bati a porta e esqueci a chave dentro. Minha
vizinha de baixo me acolheu com meu cachorro e pagou o chaveiro.
Consegui adentrar em casa, tudo certo na Bahia, mas como diz
meu filho, ninguém come poesia.
Foco, preciso de foco, fé e coragem. Eu já botei fé na
rapaziada, hj só dá pra acreditar numa parcela da juventude. A que estuda, a
que pensa, se move e se comove. Não dá pra botar fé nem mesmo na minha geração
se alguns persistem com o mesmo modus operandi: fé cega, língua afiada.
A vida dos outros pode até ser interessante, mas viver a sua
(garanto!) e em off é muito mais gostoso porque a maledicência é um veneno
espiritual e você não é a cigana Sandra Rosa Madalena de Magal.
E os bancos continuam os mesmos, a falta de praticidade e
criatividade das pessoas assusta, e a novela previsivelmente entediante segue
como uma nau sem rumo! Coitado do irmão coragem.
Vou tomar um banho, bloquear um infeliz aqui no Instagram
porque eu não joguei pedra na cruz e cuidar da vida.
“Para curar um amor platônico, só uma trepada homérica.”
Leminski
Alyne Costa, 06/01/22
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