CAMINHO

GUSTAV KLIMT
Pode me cortar em lâminas, já não sangro
As antigas dores agora saltam em jorros
Desdobram-se
Multiplicam
E em meu peito já não habitam
Rodopiam pelo externo
E brota em meu caminho um jardim repleto
Flores, cores, canções...
Pode me amarrar de corda, já não movo
Assisto a um desfile de cascatas com águas rubras
Os meus sonhos saltam os precipícios do que não ultrapasso
E se há dúvida, me abraço
Faceira, mineira, feiticeira
O começo sou eu
O fim sou eu
Mas importa, o meio, o ínterim, o caminho.
Que ninguém faz sozinho.
Vamos de mãos dadas e vidas doadas.
Alyne Costa
Comments
esse poema me cortou em pedaços, fazendo com que cada pedaço percorresse o meu tempo já passado e se encontrasse em um acerto de contas com o meu tempo presente.
um poema que nos obriga a :
-admirar a beleza dele;
-nos repensar por inteiro;
-e mais que tudo saber da importancia das mãos dadas.
bjos e pra semana vou postar este poema em meu blog, certo dona alyne?