Friday, April 24, 2009

Da Conta de Ninguém





A gente ama a quem quiser e pronto.
A gente ama e não escolhe.
A gente ama pela fragância e pela essência, pela barba, pelo duro que a pessoa dá, pelo amor que a pessoa demonstra em olhares, em gestos e em verdade.
E doa a quem doer.
Eu amo e ninguém tem nada a ver com isso, muito menos com o objeto do meu amor.
Já amei e não fui amada.
Já amei e me precipitei.
Já amei e passei meses me embreagando por um amor não correspondido.
O resto a vida me ensinou e não foi soprando não.
A vida me ensinou com muita porrada e talho de estilete.
Me ensinou a amar sem escolher e aquela coisa do pincípio da isonomia (ria quem quiser) eu levo ao pé da letra.
Todos são iguais e pronto.
E, no amor, todos são diferentes.
Eu amo o joanete dele, os mergulhos filosóficos, a bandeira comunista que carrega na alma.
AMO! AMO! AMO!
Òbvio que jamais vou trocar a aprendizagem de um amor desses pela dinastia dos bonitinhos.
Não quero menininho mais não. Blergh!
Quero amor que me leve pra cozinha.
Pra fazer sopa sem gordura pensando em suas artérias.
Ah... Quero quimeras.
Quero esse amor que me acorda fora de hora, que me levanta a bandeira operária e me traz de volta a coragem de reagir.
Amor morno, apazigua, mas não faz crescer.
Quero amor de corpo, carne, alma, foda, verbo, verso, travesseiro entre as cochas, carinho, choro, carinho, medo, carinho, paixão.
E não adianta oposição.
No amor eu sou conservadora.
Amo, amo, amo.
E não é dá conta de ninguém.

2 comments:

Anonymous said...

Minha Poeta de Caetité....
é verdade amar não é da conta de ninguém....
Amar é foder bem!
beijos,
Miguel Carneiro

Cafundó said...

Beijos, meu anjo!