Insignificado

Harmony in Red (The Red Room), 1908, oil on cavas, Henri Matisse




Não sei guardar poemas


Não sei organizar


Não sei metrificar


Não sei rimar rima com lima


Escrevo, assim, num canto qualquer de papel de amendoim torrado,


meu verso guardado,


moído,


transmutado.


Jamais insignificado.





Alyne Costa

Comments

Aline Miranda said…
adorei sua escrita, xará.
vim via Poema Dia.

té mais.
Barone said…
Muito bom Aline.
Beatriz said…
A escrita sempre significa
Os poemas de guardanapo são os melhores! rs

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