Thursday, April 09, 2009

Insignificado

Harmony in Red (The Red Room), 1908, oil on cavas, Henri Matisse




Não sei guardar poemas


Não sei organizar


Não sei metrificar


Não sei rimar rima com lima


Escrevo, assim, num canto qualquer de papel de amendoim torrado,


meu verso guardado,


moído,


transmutado.


Jamais insignificado.





Alyne Costa

4 comments:

Aline Miranda said...

adorei sua escrita, xará.
vim via Poema Dia.

té mais.

Barone said...

Muito bom Aline.

Compulsão Diária said...

A escrita sempre significa

Renata de Aragão Lopes said...

Os poemas de guardanapo são os melhores! rs