Monday, September 28, 2009

Desespero de Vida

Djanira, Anunciacão.




Tentei agarrá-la pelas mãos,

Escorreu-me entre os dedos.

Tentei bebê-la em doses homeopaticas,a conta-gotas...

Dosada.

Fatou-me os efeitos colaterais.

Enfrente-a só...

Fez falta a dádiva maior,

Dividí-la.

Decidi a ela doar-me sem precaucoes.

Rendida.

Sobrei-me inteira e fértil.

Amei o mistério impalpável,

Vida!

Orgasmo infinito.

E quero-te assim.

Com perigos e riscos.

Em total desassossego.


Alyne Costa

setembro;2009

1 comment:

Peterson Colares said...

Forte, belo e profundo. Como não sou crítico de arte, vejo pelos sentimentos. E acho que tua poesia é tão carregada de vida que é frágil, carrega mais energia do que seu corpo aguenta. Quem escolhe ver muito, vive em velocidade absoluta. E faz pulsar a vida.