Wednesday, February 16, 2011

Para Entender O Porquê de Alguns Partirem Cedo...



Vivemos incansavelmente, nos entregamos plenamente, amamos, nos expomos, achamos que já choramos tudo, que já estamos prontos, que a vida já nos armou tudo que tinha para armar...
Que estamos prontos, aptos, amadurecidos, retadões, que a parcela do bem diário está em dia, que a cada dia que o sol brilha recomeçamos melhor, que já agradecemos a Deus o suficiente por nossos talentos e virtudes, que já pedimos perdão aos irmãos de jornadas por não sermos perfeitos dado que falíveis e humanos...
Julgamos já ter dito eu te amo o suficiente, ter entendido o quão complexa é nossa cadeia de relações e assim compreendemos que aqueles que mais nos criticam podem estar socialmente mais adoentados do que nós, e, pior, nem terem se dado conta disso. E na sua frágil inocência nos ferem e abandonam no nosso pior momento. E nós que já nos demos conta do nosso “estado” temos a obrigação de perdoar, compreender e sobreviver, por mais que esta tarefa não seja doce e fácil é, sem dúvidas, o caminho...
Nós, os sabichões que nos julgamos paus pra toda obra e que já passamos por todas as experiências dolorosas e de alegria possíveis. No fundo, não vimos e nem sabemos de nada. Não abrimos as janelas pros beija-flores, não rasgamos os peitos pra todos os amores, não sabemos e nunca estaremos preparados pros mistérios dessa vida.
As pessoas mais doces da nossa existência são nos tirada de uma pressa e brevidade estonteantes. Vão-se levemente como os pássaros, com asas de anjos deixando nossos braços vazios do seu abraço, nosso ouvido surdo de sua doce voz com palavras quase sempre certeiras para atingir o coração. Não nos dão oportunidade de despedidas para deixar em nossas as almas a sensação de eternidade.
Pessoas que viveram dignamente sua existência, que se doaram, que nos deixaram mudos, sem saber o que pensar, envoltos numa nuvem imensa de saudade...
Nesse mundo estranho em que muitos perdem o equilíbrio numa briga de trânsito, disparam estrondosas buzinas na mais absoluta desnecessidade, se agridem pelo mínimo, esses anjos que desfilaram e cedo se foram parece que desde cedo sabiam que dinheiro não se come, vai e vem... E com sua arte tocaram nossas vidas, tornando-as mais leves e sublimes, completando cedo suas missões.
É muito fácil aprender a amá-los, difícil é conviver com a falta que faz, com a sensação que não estamos ainda prontos.
Restam canções martelando a alma. “A gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e arte... A gente não quer só prazer, a gente quer prazer pra aliviar a dor...”

Alyne Costa, 16/02/11
Para Neyvan Cruz

2 comments:

Sara said...

Sinto isso... Sinto tudo! Sinto nada! Que bom que você apareceu na minha vida! Obrigada!


Nasce um grande carinho...

Anonymous said...

amei, amo e amarei demais e para sempre!
com certeza ele adorou sua homenagem e, com certeza, estará com a gente em todos os momentos...obrigada por esssa palavras tão lindas, linda flor! Bjo imenso. Lu