Amar Tanto e Até Morrer

Onde mora a minha dor?
Habita o meu silêncio e permeia meus sonhos.
Desenha a minha distância nos morros de um caderninho encantado.
A minha letra borda em suas páginas correspondências.
Cartas de amor.
Cartas de despedida.
Cartas de boas vindas.
Algumas lições de esperança capturadas no olhar da menina de tranças.
Onde mora o meu perdão?
Nas flores de maio que nascem na palma de minha mão.
No meu velório e na minha primeira comunhão.
Numa saudade que transborda as veias do coração.
Veias e esquinas.
Veias e alamedas.
Veias e praças repletas de flamboyants.
Onde moram meus vícios?
Na sede de desespero e riscos.
Nas chagas da incompreensão.
No abandono e na solidão.
Na solidariedade e no dividir o pão.
Onde mora o meu amor?
No meu olhar que mareja.
Na alma que inteira viceja.
No corpo que ele beija.
E até numa certa agonia...
Que persegue noite dia...
Este peito de poeta.
Que já não reconhece as setas de ser só e uma só ser.
E, por tristeza ou quebranto, capaz de causar espanto.
Ama tanto e até morrer.
Alyne Costa
30/06/11
Comments
"amar tanto e até morrer" - eu, minha amiga, digo só e mais uma vez: muito obrigada!
Bjo e carinho meu
Cuca
Adorei seus versos conterrânea!
Um beijo, minha Baiana.
Ana, saudadaes minhas tb!
Beijocas!
Grandes questionamentos que vêm da Gaveta da Alma,como diz uma seguidora minha.
Admiro quem faz poemas,pois não sou mestre nessa área...
Tento escrever umas estórias,contar uns contos,fazer umas crônicas.
Siga em frente.
Obrigado por me "seguir" agora.
Bom fim de semana para você.
P.S. também tenho origem nordestina.
Sou de Pernambuco!