Wednesday, June 08, 2011

Poema de Mulher



Ai, meu poema sem beirais nem cais
Que mais nem suporta meus ais...
Que é febre quando o corpo ainda não dói.
Que é boca seca de palavras belas.
Meu poema que trancou as janelas.
Para nascer do frio e da escuridão.
Do meu peito torto e de aleijão.
Do sangue que passeia nas veias.
Do copo que escorre das mãos.
Ai, meu poema triste...
Feito da maior dor que existe.
Da histeria e da consagração.
Vai meu poema manco.
Abre o jornal e lê sobre o assalto a banco.
Navega os mares que não existem mais.
Beija princesas.
Honra rainhas.
Mulheres tuas.
Mulheres minhas.
Ai meu poema chulo.
Fala travessuras no escuro.
Diz que ama.
Diz que goza.
Diz que quer.
Ai, meu poema de mulher!

Alyne Costa
6/06/11

3 comments:

Mensagem Efêmera said...

Alyne, não suma assim mais. Estava com saudades de ler-te. :)

R.B.Côvo said...

Estou participando de um concurso literário e preciso de votos. É simples. Se você tiver facebook entre na sua conta e acesse este link:
http://www.conteconnosco.com/trabalho-detalhe.php?id=622

Daí é só logar na página do lado direito no topo "login with facebook" e votar no botão vermelho abaixo da foto. Para ir ao texto vai na categoria escrita, na segunda página. O texto é M. de Ricardo Barbosa.

Conto com sua ajuda!

Pode votar todos os dias, você também concorre a prêmios.

Obrigado!

Alicia said...

que bonito!

o feminino em palavras