Mais Uma de Inverno
Ternurinha de inverno é pão na chapa quente
Torrada no azeite por puro deleite
Um incenso de sândalo e arruda de enfeite
Pra que não vingue qualquer mal querença
E saravá de virose, gripe ou fibrose
Que os chás sejam curadores com encantos
Que os sinos ressoem e levem quebrantos
Ternurinha de inverno é pão com geléia
Trago em charuto pra agradar caboclo
Uma colcha macia e um chinelo roto
Beijo na boca do garoto maroto
Filme de Woody e muito café
Na sala de espera uma quimera qualquer
Rever amigos, criar abrigos e ter prudência
Dizem que o mundo anda: Polarizado.
Acho que algum coisa ruim botou foi mau olhado.
E se não tiver jeito, stentes no peito.
Ternurinha de inverno tem sopa e manjericão.
E, alguma poesia, na palma da mão.
Alyne Costa, 8/06/23
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