Poetas Anônimos
Quando as horas acabam imensas
E os rios cansam
E um frio perfura a alma de esperança
Restaremos despidos e cantando
A chuva que cai sonhando
Já não tem qualquer tradução
Somos mambembes e saltimbancos sem tamancos
Os dias frios são plenos de recordações
Releio ávidas as placas de interrogação
A minha loucura mora assombrada na sua graça
E os meus pés frios pedem cochilos de ternura
No rádio eu ouço Sinônimos
E choro por todos os poetas anônimos.
Alyne Costa, 06/06/23
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