“A arte é uma ferida feita de luz.” Georges Braque
Há dores concentradas feito chagas na alma do poeta
Que, profeta da vida, atiça esperanças ao vento...
Morando no reino do sentimento.
Ora em riso e ora em pranto
Traz ao coração um acalanto
Feito canção de ninar
Há cores em potes transparentes de flores
Que, perfume do tempo, mora feito brisa no silêncio do vento
E, muda, assombro meu querer que já não tem ciência nem
prazer
Há uma velho triste que mora no menino
Um moribundo que balança o sino
Alardeando a morte do que não se sabe
Há uma bruxa na boneca da vida
Que insiste em se fazer colorida
Oposta a qualquer sinal de fim
É breve a vida e nós o sabemos
E, nem sempre, são fartas as colheitas
Os paços são trôpegos no início e no fim
E entre o querer e o amar:
O caminhar...
Alyne Costa, 19/11/2023
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