O Canivete do Barba Azul
Havia um tempo em que as lembranças eram doces
E tinha a sutileza de campos floridos
Das crianças e seus alaridos
Havia um tempo em que eu me permitia amar
E sonhava com uma casinha branca de portas azuis e sonhos nas
janelas
Mas meus sonhos não envelheceram comigo
Foram todos sepultados pelo barba azul
Eu, na minha tolice fazia mimos no barba azul...
Cuidava até mesmo da sua gripe
Nada importa mais
Tampouco a eternidade das dívidas
O que importa mesmo é que o barba azul com sua impiedade
esperta
Arrancou meu coração com seu canivete suíço.
Alyne Costa, 4/05/24
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