Improvisos
A vida tem encantos sim
Apesar da fome e das guerras
De tanta miséria na face da Terra
Dos muitos desencantos que por si encerra
Não esse poema que como a vida insiste em brotar a cada
manhã
Jamais a minha esperança que como criança dança
Mora um erê dentro de mim
Mora uma preta velha que me conta as histórias
Que eu reinvento
E, nesse sustentáculo, que é renascimento
Por fora e por dentro
Eu sigo sendo eu e nós
Um nós, incompreendidos
Oprimidos
Olhados de cima a baixo na delicatessem
Um nós que desata nós e faz laços em abraços sinceros
Lágrimas cedem a um riso de leveza
De não ir mais de encontro à sua verdadeira correnteza:
A arte que é completa em qualquer parte
E a poesia que navega os mares da magia
O que sobra, no todo ou em parte, dessa beleza
Não é alimento!
É sobremesa!
Alyne Costa, 27/09/2023
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