A solidão compõe a minha face e ela me é genuinamente necessária
como a água ao sedento.
Pessoas passearam por minha vida e traçaram seus desenhos
com tintas do absurdo.
Algumas me fizeram felizes, outras apenas se divertiram.
Não sei se já amei, também não sei se o amor existe.
Decerto, minha alma esfarrapada não precise mais dessas
ilusões.
A morte que a cada dia é mais próxima me é um íntimo
mistério e como morre-se nesses dias.
As gavetas que tento arrumar denunciam fraudes e mentiras...
O absurdo do mais incrível mora nas gavetas das almas dos
que heroicamente mentem.
Teses, antíteses, enredos, emaranhados de medos e mentiras.
Queria ter força, sorrir, acreditar...
Meus olhos marejam saudades da minha inocência.
Os ébrios das madrugadas sobrevivem...
Só minhas pequenas flores morreram.
Alyne Costa, 13/04/2024
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