O Filme Que Eu Vi Ontem A Noite

Fotografia retirada do blog http://abrigodeventos.blogspot.com
Em seu corpo retalhos de uma guerra.
Cicatrizes na alma.
Aprendera a amá-lo enquanto fazia curativos sobre suas queimaduras.
Pouco falava.
Lembranças do horror haviam levado a escolher a solidão.
Ele aos poucos esculpia na muralha de gelo que a contornava uma flor.
E contou que não sabia nadar por pavor a monstros marinhos imaginários.
Parei o filme.
Um café. Um cigarro. Os remédios homeopáticos.
Lembrei de um tempo que eu gostava de roda gigante e de soltar bolas de sabão.
A inocência sublimava os temores.
Nunca devemos deixar que as marcas de qualquer terror matem uma possibilidade de amor.
Liguei o filme.
O amor nascia numa plataforma de petróleo.
Ele precisou ir para o hospital e ela fugiu.
Fugiu para seu trabalho, seu mundo e sua dor. Fugiu do amor.
Obstinado, ele a encontra e revela seus desejos.
Não havia mais como fugir, o amor havia cercado por todos os lados.
Foram felizes...
Stop.
Alyne Costa
18/04/11
Comments
Gostei de Toda descrição,esses cotidianos misturando com o Confronto de amar, e o descobrimento da Paixão.
A Verdade e que a poesia nos veste de Esperança e o Amor e a Língua dos Poetas.
Beijos e aplausos
Acho que de certa forma eu estava fugindo também, e ele acabou me pegando :)
Adorei seu texto !
Bjs