Saturday, May 21, 2011

Gaiola


Imagem retirada do Blog http://jornale.com.br/petblog/?p=601

Ainda não sei a cor do caminho, mas vou...
Sem pressa, sem medo, sem pacote
E se ele estiver em flor, eu abro um sol
E se estiver nublado, aparo a queda
Eu vou ali comprar um batom
Tirar uma medida
Tomar uma média
E se ele for setembro, eu fevereiro
E se ele chorar, rabisco a lua
E se ele não for?
Eu nem metade
E se ele não aparecer?
Eu, sim, saudade...
E se ele for Caetano, eu canto o Tom
E se for amanhã?
Eu Djavan...
E se não for bem assim?
E se não for urgente?
E se não for prece?
Eu oração....
Eu busco um guia, carrinho de mão...
E se era pra ontem?
Eu já nem sei.
E se acabou?
Precipitei.
E se ele for saturno?
Eu sou de lua...
E se ele nem souber?
Porra, que intua!
E se desistiu?
Não leu os sinais?
Eu corro atrás.
E se for de mármore?
Eu, astronave.
E se voou?
Um novo amor.

Alyne Costa

Do livro 29 Fragmentos

6 comments:

Mensagem Efêmera said...

Um poema peculiar! :D

Fabrício Brandão said...

Sem medo dos riscos, precisamos nos atirar à vida.

Beijos, querida!

Lilian said...

E umas férias e um porre.
Beijo.

Cafundó said...

Beijos, Lara, Brício e Liliam, sempre bom receber essas visitas carinhosas!

Canteiro Pessoal said...

Cafundó, excelente seu canteiro.

Voltarei!

Abraços

Priscila Cáliga

Cafundó said...

Obrigada, Priscila!